Uma pequena figura diante de um imenso arco de pedra na névoa da manhã

Quando os seres humanos erguem monumentos às suas realizações, fazem as pessoas se sentirem pequenas. Quando as pessoas ficam diante dessas construções, sentem-se minúsculas.

Precisam olhar para cima para vê-las e, em comparação com elas, sentem-se muito pequenas.

Isso é chamado de “grandeza”.

Um perfil humano cuja silhueta abriga uma paisagem de rio suavemente iluminada

Na criação do seu coração, o monumento está na sua medida. Dentro de você está a grandeza, onde é você quem inspira admiração. É o próprio ser humano que merece essa admiração. É dele que nasce o amor.

A paz não vai se manifestar em alguma parede. A paz vai se manifestar dentro de nós. É aí que mais precisamos dela. É a falta de paz interior que provoca as guerras no mundo exterior. Quando a paz se manifesta dentro de nós, começamos a compreender o que ela significa.

A paz precisa ser sentida.
A alegria precisa ser sentida.
A verdade não está nas palavras.
A verdade é algo que se sente.

A verdade mais profunda está dentro de nós, e a realidade mais profunda se desenrola bem diante de nós.

Estamos aqui. Essa é a verdade. Existimos. Podemos sentir. Podemos compreender. Podemos sentir plenitude.

Precisamos ter consciência da vida que temos. Não podemos vivê-la como uma atividade secundária. A clareza também precisa estar presente para nós, e não apenas para algumas pessoas às quais foi atribuída a responsabilidade de “enxergar com clareza”.

Uma pessoa segue uma trilha tranquila enquanto outras, ao longe, percorrem outro caminho entre colinas cobertas de névoa

Eu digo: caminhe com suas próprias pernas.

As pessoas dizem que sou “controverso”. Sei o que isso significa, mas, por curiosidade, consultei o dicionário para conhecer a definição formal.

Basicamente, significa alguém que caminha na outra direção.

Estou seguindo em outra direção, mas não simplesmente para andar contra a multidão. Não posso agir de maneira imprudente nesta vida. Cada respiração é preciosa demais. Cada momento desta vida é precioso demais. Não posso me dar ao luxo de correr riscos. Preciso caminhar na direção que conheço e seguir com clareza, sem ambiguidade.

Uma antiga bússola de latão repousa em duas mãos, com o centro suavemente iluminado

Como eu sei? Tenho uma bússola, e a chamo de coração.

É uma bússola maravilhosa. É precisa e tão real. Ela nos aponta a direção da vida. As pessoas perguntam se estou falando de ouvir vozes dentro de nós. Não, o coração não diz que tipo de carro você deve comprar.

O coração é esse grito, esse chamado, que diz: “Sinta plenitude. Sacie essa sede. Viva esta vida conscientemente. Aproveite, tanto quanto puder, tudo o que esta respiração lhe trouxe. Esteja vivo. Exista.”

Alguns de nós ficaram bons na “síndrome do avestruz”. Cavamos um buraco, enterramos a cabeça e pensamos que os problemas vão desaparecer. Isso não é viver. Viver é sentir, de dentro para fora, a alegria de estar vivo.

O que digo é que cada um de nós esteja em paz. Isso vem em primeiro lugar. Nada pode substituir isso. Precisamos ter paz em nossa vida. Não são palavras vazias. Isso é real. Essa possibilidade é muito, muito real.

Deixe seu coração julgar. A que distância de você está essa paz? Ela está dentro de cada um de nós. É assim que está tão perto. O que todos buscamos, em última análise, está dentro de nós.

Uma suave luz do entardecer se reflete em águas tranquilas sob colinas distantes envoltas em névoa